Senado
aprova reforma da Previdência
O plenário do
Senado Federal concluiu nesta 3ª feira (22.out.2019) a votação da reforma da
Previdência, que tramitava no Congresso Nacional há 245 dias e deve produzir
economia de R$ 800 bilhões em 10 anos aos cofres públicos. O resultado da
votação em 2º turno, anunciado às 19h21, foi de 60 votos a favor e 19 contra.
Eram necessários 49 votos para a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à
Constituição). No 1º turno de votação, realizado em 1º de outubro, o texto
contou com 56 votos favoráveis e 19 contrários.
Após a aprovação
do texto principal da proposta, os senadores passaram a analisar 4 trechos em
separado que poderiam ou não ser inseridos no texto, os chamados destaques.
Dois deles foram rejeitados: um que tratava das regras de transição para
servidores públicos e outro que estabelecia regra diferente para trabalho em
condições insalubres. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP),
decidiu, por volta das 20h40, adiar a votação dos outros 2 destaques para nova
sessão a ser realizada às 9h desta 4ª feira (23.out.2019).
Após a conclusão
dessa votação, o projeto vai, enfim, à promulgação do Congresso Nacional, o
que deve ocorrer só depois do dia 31 de outubro, quando o presidente Jair
Bolsonaro voltar de uma viagem à Ásia. O ato é feito em sessão solene do
Congresso com a presença da cúpula do Senado e da Câmara.
TRAMITAÇÃO
A CCJ (Comissão de
Constituição e Justiça) do Senado aprovou, em votação simbólica, o último
relatório da reforma da Previdência no fim da manhã de 3ª feira (22.out). O
texto era sobre as propostas de emendas entre o 1º e o 2º turno de votações.
O relator, Tasso
Jereissati (PSDB-CE), acolheu apenas 3 das 11 emendas apresentadas. Uma
das proposições foi do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra
(MDB-PE), que estabelece que Estados e municípios deverão obedecer os trechos
que tratam de seus regimes próprios, e não a totalidade da PEC.
Antes de chegar ao
Senado, a proposta foi aprovada pela Câmara, em 7 de agosto, passando a ter
previsão de economia de R$ 933 bilhões em 10 anos. Jereissati, contudo,
suprimiu pontos do texto. Depois dos cortes no texto e do acolhimento de um
destaque no 1º turno que custou R$ 70 bilhões, a economia com o pacote de
alterações nas regras para a aposentadoria caiu para cerca de R$ 800
bilhões. A proposta original enviada pelo governo tinha potencial de economizar
R$ 1,237 trilhão em uma década.
Na Comissão
Especial da Câmara, que analisou o mérito da proposta, o relator Samuel Moreira
(PSDB-SP) precisou apresentar 3 versões do texto para conseguir sua aprovação.
No plenário, houve mudanças no texto que foi aprovado em 1º (379 votos a
favor) e em 2º turno (370 votos a favor). Eram necessários pelo menos
308 votos favoráveis. A proposta foi enviada pelo governo Bolsonaro ao
Congresso em 20 de fevereiro e recebeu modificações na Câmara dos Deputados. Já
no Senado, houve mudanças nas pensões por morte, no BPC (Benefício de Prestação
Continuada) e em pensões de morte. Eis os pontos alterados pelos senadores:
·
Pensão por morte não deve ser menor que um salário
mínimo
·
Transição mais amena para trabalhadores expostos a
riscos
·
Anistiados políticos não podem acumular benefícios
·
BPC não está mais na Constituição
·
Ex-congressistas seguem as novas regras da PEC
·
Alíquota de contribuição será menor para
trabalhadores informais
Fonte: www.poder360.com.br

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