sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Brasil ultrapassa a marca de 100 milhões de vacinas aplicadas

Segundo dados oficiais do Vacinômetro, ferramenta de dados do Ministério da Saúde que acompanha o ritmo de vacinação no Brasil, o país já ultrapassou a marca de 100 milhões de doses aplicadas. O Brasil é o 4º país do mundo em número absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacinômetro, o país registra 147.200.000 doses aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal, até o dia 5 de agosto. Destas, 103,8 milhões são relativas à primeira dose, enquanto 43,3 milhões correspondem à segunda dose ou dose única (no caso da vacina Janssen).

De acordo com o painel de dados, 2,2 milhões de doses foram aplicadas apenas em 24 horas - ritmo acima das expectativas do ministro Marcelo Queiroga. Os dados do Ministério da Saúde mostram que a região Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com mais de 40 milhões de doses aplicadas. Nordeste está em segundo, com 24 milhões de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posições.

A vacina mais aplicada no Brasil é a Butantan Sinovac, que equivale à CoronaVac. Em segundo lugar está a vacina AstraZeneca, que é envasada pela Fiocruz e que deverá passar a ter fabricação nacional até 2022. A vacina da Pfizer/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen está em quarto lugar, já que ainda não teve grande volume de entrega e é restrita, no momento, para grupos específicos.

Distribuição para os estados

Segundo o Ministério da Saúde, assim que as vacinas chegam ao Brasil, elas são distribuídas para os estados em até 48 horas. O repasse dos imunizantes às Unidades da Federação é feito de forma proporcional, de acordo com as estimativas populacionais, os grupos prioritários e o quantitativo de doses disponibilizadas pelos laboratórios que fabricam os imunizantes.

Ao receberem os lotes das vacinas, equipes do Centro de Distribuição Logístico, do Ministério da Saúde, são responsáveis por armazená-los em câmaras frias, fazer a contagem e o controle de qualidade de todas as doses recebidas. Logo após esse processo, o Ministério da Saúde se reúne com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde para juntos, definirem a estratégia de distribuição dos imunizantes.

O Brasil já encomendou mais de 600 milhões de doses de vacinas, que devem chegar ao país até o fim deste ano. “Os efeitos da nossa campanha de vacinação já podem ser sentidos porque já percebemos uma redução de óbitos entre aqueles indivíduos de faixa etária mais elevada que já tiveram pelo menos uma dose da vacina aplicada. Então, estamos otimistas de que a nossa campanha de imunização porá fim ao caráter pandêmico dessa doença”, acrescentou o ministro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude

 

Brasil tem média móvel de mortes por Covid menor que 1.000 pela primeira vez desde janeiro

A média móvel de mortes por Covid no Brasil ficou abaixo de 1.000 neste sábado (31) pela primeira vez desde o dia 20 de janeiro deste ano, quando ela era de 983. Foram 191 dias seguidos de números acima de 1.000 vidas perdidas por dia. Nesse período, o país perdeu mais de 344 mil brasileiros para a Covid. Em janeiro, até então o último registro do ano com médias móveis abaixo de 1.000, mas já com tendências de crescimento desde novembro, o Brasil havia recém-iniciado a imunização da população. A enfermeira Monica Calazans, 54, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, foi a primeira vacinada, em evento no dia 17 de janeiro. Naquele momento, outros países no mundo já haviam iniciado a vacinação.

A situação da pandemia no país já vinha piorando com o advento da variante gama (conhecida anteriormente como P.1) desde os últimos meses de 2020. E exemplo do que estava por vir para o Brasil já ocorreu em janeiro mesmo, com a dramática situação de Manaus. Nos meses seguintes, o país conviveu com a tensão sobre a disponibilidade de oxigênio e de medicamentos para intubação para pacientes com Covid.

Dentre os 191 dias seguidos de médias acima de 1.000 mortes por dia, 61 foram de dados superiores a 2.000 óbitos diários, 55 deles consecutivos, entre março e o início de abril. Em meio a grande parte desses momentos críticos, a vacinação ainda caminhava lentamente no país, com a baixa oferta de imunizantes, o que fez crescerem as críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente, ainda em 2020, levantava objeções e dúvidas quanto às vacinas contra a Covid. Daí surgiu a já famosa frase dita em dezembro de 2020 sobre o risco de tomar a vacina da Pfizer ("Se você virar um jacaré, é problema seu"). Mas o presidente voltou boa parte dos seus ataques especificamente à Coronavac, vacina produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, e usada como trunfo pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu rival político. Os ataques não pararam, mesmo após a vacina do Butantan liderar por tempo considerável a imunização no país.

Em meio às médias móveis de mortes acima de 2.000, à vacinação lenta, à contínua defesa por parte de Bolsonaro e de seu governo de remédios sem eficácia contra a Covid e do incentivo do presidente a comportamentos de risco, teve início a CPI da Covid.

A situação em 2021 provocada pela variante gama é consideravelmente pior do que o que foi visto durante todo ano de 2020. No ano passado, a média móvel de mortes ficou 31 dias seguidos acima de 1.000 óbitos por dia, entre julho e o começo de agosto, momento no qual começou a diminuir. A maior média móvel de óbitos de 2020 foi de 1.097, registrada em 25 de julho. Em comparação, até o momento, em 2021, a maior média móvel foi de 3.125 mortes por dia, em 12 de abril. Houve sete dias neste ano com média acima de 3.000.

A média é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados, como costumam ocorrer em finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma do número de mortes dos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete. A média móvel de casos também mostra a situação crítica do país em 2021 e o momento ainda de descontrole atual da pandemia, apesar de reduções recentes nos dados da Covid. Em 23 de junho deste ano, a média móvel de casos chegou ao maior valor registrados em toda a pandemia, 77.295 infecções registradas diariamente. Vale lembrar aqui da subnotificação de casos no país devido à ausência de uma política de testagem em massa e rastreamento.

Em 2020, o maior valor da média de casos foi atingido em 22 de dezembro, 49.395 infecções por dia. Hoje, início de agosto de 2021, a situação não é muito mais tranquila do que nos piores dias do ano passado. A média móvel de casos é de 35.541 e a de mortes é de 991, números não muito distantes aos de julho de 2020, pior mês da pandemia, até aquele momento.

De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, o país já tem mais de 100.000.000 de pessoas imunizadas com a primeira dose e 42.000.000 completamente imunizadas (com duas doses ou com a aplicação da Janssen, que é de dose única).

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/07/brasil-tem-media-movel-de-mortes-por-covid-menor-que-1000-pela-1a-vez-desde-20-de-janeiro.shtml