terça-feira, 11 de agosto de 2020

 

Uma marca trágica para nunca esquecer: Brasil ultrapassa 100 mil mortes causadas pelo coronavírus


O Brasil ultrapassou a marca de 100.000 mortes causadas pela pandemia do coronavírus, neste sábado, 8 de agosto. De acordo com o Ministério da Saúde, o país acumula 2.094.293 óbitos e cerca de 3 milhões de casos confirmados. 

O marco foi alvo de comentários de autoridades e personalidades nas redes sociais. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que decretou luto oficial de quatro dias no Congresso em solidariedade às vítimas da pandemia. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dia Toffoli, também decretou luto oficial por três dias na Corte. 

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro usou sua página em uma rede sociais para se solidarizar com as famílias das vítimas. “Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança”, escreveu. 

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro, criticado pela inoperabilidade diante da alta constante de casos e mortes no país, disse que “junto com os meios que temos, temos como realmente dizer que fizemos o possível e o impossível para salvar vidas” durante live transmitida na noite da última quinta-feira, 6. Dias antes, o presidente declarou que a população deve “tocar a vida” ao comentar a aproximação da marca de 100.000 mortes.

Fonte: https://veja.abril.com.br - 8 ago 2020


terça-feira, 28 de abril de 2020


Acabou! Moro anuncia saída do governo Bolsonaro
O ex-juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, acaba de anunciar a sua saída do governo do presidente Jair Bolsonaro. A decisão de deixar o comando do ministério da Justiça foi precipitada pela inciativa de Bolsonaro em exonerar o delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral Polícia Federal (PF).

Valeixo era o homem de confiança de Moro e atuou na Operação Lava Jato até 2018, quando foi convidado por Moro para assumir o comando da PF. A saída de Moro do governo Bolsonaro se dá num momento em que a PF atua em várias frentes de investigações que podem atingir os três filhos de Bolsonaro.

Moro confirmou seu desligamento do governo Bolsonaro durante pronunciamento no final da manhã desta sexta-feira, 24. Moro apareceu abatido no auditório do ministério da Justiça e lamentou sua saída em meio à pandemia do coronavírus. Fez um breve histórico de sua carreira na magistratura, sua dedicação ao combate à corrupção e seu papel  na Operação Lava Jato. Moro destacou a importância da autonomia da Polícia Federal no combate à corrupção no país, num recado direto ao presidente Jair Bolsonaro. "Sempre tive preocupação com a interferência do Executivo no trabalho da PF" revelou Moro.

Mais cedo, Moro havia confidenciado a assessores que Jair Bolsonaro lhe pediu para ter acesso a relatórios de inteligência da Polícia Federal e que colocaria uma pessoa de sua confiança para cuidar disso, o que teria considerado uma interferência intolerável. Durante a coletiva, Moro lembrou ainda que Bolsonaro havia lhe prometido “carta branca” para montar sua equipe no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo Moro, Bolsonaro ainda havia se comprometido com o propósito de atuar fortemente no combate ao crime organizado, a insegurança pública e aprofundar o combate à corrupção.

Segundo Moro, Bolsonaro começou a assediá-lo em meados do ano passado no sentido de trocar elementos chave na Polícia Federal sem motivos justificáveis, numa referência à interferência do presidente no caso do superintendente da PF do Rio de Janeiro. Moro também mencionou indicações políticas na Polícia Rodoviária Federal e questionou a postura de membros do governo.


Em seguida, Moro falou sobre a insistência de Bolsonaro em substituir o diretor-geral da Polícia Federal e disse que conversou com o presidente explicando que precisava de um motivo para justificar a substituição de Valeixo. Mencionou ainda o congelamento do Coaf, que ficou vários meses sem acesso a dados relacionados a crimes de lavagem de dinheiro. Sobre a substituição de Valeixo, Moro afirmou se tratar de uma interferência política na Polícia Federal, o que considerou uma violação do acordo que mantinha com Bolsonaro.

Moro também afirmou que o governo Bolsonaro não tinha a intenção de trocar apenas o diretor-geral da PF, mas também vários superintendentes nos estados, sem uma justificativa plausível, o que fortaleceu sua convicção do desejo de interferência política de Bolsonaro na Instituição. Moro afirmou que confrontou Bolsonaro sobre estes fatos e disse que o presidente confirmou se tratar mesmo de uma interferência política.

Na sequência, Moro confirmou a intenção de Bolsonaro em colocar pessoas de sua confiança na PF para ter acesso a relatórios de inteligência e fornecer-lhe informações sobre investigações em andamento. Segundo Moro, Bolsonaro estaria disposto a violar valores inafiançáveis do Estado Democrático de Direito e levantou dúvidas se os indicados de Bolsonaro terão a mesma firmeza que ele neste sentido.


Moro afirmou que os atos de Bolsonaro indicaram que o presidente o queria mesmo fora do cargo de ministro da Justiça. O ex-juiz falou sobre sua obrigação de preservar sua biografia e seu respeito pelo Estado Democrático de Direito. Moro alertou que a interferência política na Polícia Federal pode levar a situações com as quais não concorda. Infelizmente não tenho como persistir com o compromisso que assumi, afirmou Moro ao confirmar seu pedido de demissão.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020


Feliz Ano Novo!
A todos os patriotas que acreditam na mudança do Brasil e que outro país é possível, Feliz 2020!