sábado, 1 de novembro de 2014

Feliz Halloween para os brasileiros!?
Nesta sexta-feira, 31 de outubro comemora-se o Dia das Bruxas. O Partido dos Trabalhadores e dona Dilma desejam à todos os brasileiros boas festas e mais quatro anos convivendo com muita corrupção, inflação e coisas assustadoras do gênero.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O Brasil perdeu, o medo venceu
O Brasil perdeu. Basta olhar o mapa das eleições para perceber isso. Perdeu para a sordidez, a calúnia, a mentira, a injúria e, sobretudo, para o medo. O Brasil perdeu. Perdeu para a corrupção e a roubalheira do dinheiro público. Há muito a lamentar. Ainda assim o PSDB saiu maior desta eleição. Vamos continuar na oposição e esperar mais quatro anos para que a mudança de verdade aconteça. Até lá o Brasil vai continuar escravizado pela Bolsa Família, que é a eternização da miséria e pelos malfeitores do dinheiro público.

Observe à esquerda, o mapa das eleições de 2014. Azul é Aécio, vermelho é Dilma. À direita, o mapa da Bolsa Família. Na cor vermelha, são estados onde pelo menos 25% da população recebe o benefício. Em azul, menos de 25%. E, mesmo assim, Aécio Neves não venceu por muito pouco. É um autêntico herói.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O naufrágio do PT em São Paulo
Depois de amargar uma derrota acachapante no maior colégio eleitoral do Brasil, o PT de São Paulo está fechado para balanço. As conversas para avaliar os erros e corrigir os rumos devem se intensificar só ao final do segundo turno – até lá, o foco será evitar um novo fiasco no dia 26 de outubro. Num ensaio do ajuste de contas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encarregou de dar o primeiro puxão de orelha. Na segunda-feira, dia 7, em reunião um dia depois da derrota nas urnas, Lula chamou atenção para o mau desempenho inédito do partido no Estado. Aos correligionários, disse que não “dá para entregar tudo de mão beijada para os tucanos”. Afirmou que, em caso de eventual reeleição da presidente Dilma Rousseff, pedirá maior participação no governo para ser um interlocutor nos movimentos sociais.

Anunciada havia tempos por causa da força do antipetismo em São Paulo, a crise do partido no Estado veio à tona agora, com os números das urnas. Dilma Rousseff, com 25,8% dos votos válidos, diante dos 44,2% do tucano Aécio Neves, teve um dos piores resultados de candidatos do PT em primeiro turno de corridas presidenciais em São Paulo, o berço do partido. Desde 1989, os eleitores paulistas não se mostravam tão descontentes com um postulante do partido. Naquele ano, Lula estreou como candidato com 16,7% dos votos válidos. Dilma perdeu em cidades com prefeitos petistas, como São Bernardo, Santo André, Guarulhos e Osasco. Foi derrotada também em redutos simbólicos pela lealdade, como Campinas, onde o partido teve participação intensa no movimento estudantil e grande penetração nos sindicatos.

No âmbito estadual, o candidato ao governo Alexandre Padilha teve 18% dos votos, a menor votação de um concorrente do PT ao Palácio dos Bandeirantes em 16 anos. Foi o quinto pior desempenho histórico do partido em disputas pelo governo paulista. Só Lula, em 1982 (9,9%), Eduardo Suplicy, em 1986 (11%), Plínio de Arruda Sampaio, em 1990 (9,6%) e José Dirceu, em 1994 (15%) tiveram votação inferior à de Padilha. Nem mesmo o marqueteiro João Santana, famoso por já ter eleito seis presidentes da República, conseguiu reverter a má vontade do paulista com o candidato do PT.

Não bastasse o malogro na disputa presidencial, o PT paulista perdeu cinco vagas na Câmara dos Deputados. Nomes proeminentes como Cândido Vaccarez­za, ex-líder do PT e do governo na Câmara, e Devanir Ribeiro, amigo de Lula, não se reelegeram. A bancada do PT na Assembleia Legislativa diminuiu um terço. Eduardo Suplicy, símbolo do PT, despediu-se de uma longa trajetória de 24 anos no Senado, derrotado pelo tucano José Serra numa proporção inesperada de dois votos para um.

Há algumas hipóteses para explicar a debacle petista em São Paulo. A mais óbvia delas é o mensalão. Os petistas dizem que, só agora, um dos maiores escândalos de corrupção do país maculou a imagem do partido com mais força em São Paulo. Três dos mais notórios petistas presos pelo esquema – José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha – construíram sua trajetória política no Estado. “A denúncia causou estrago nas eleições de 2006, mas foi algo pontual”, diz Jairo Nicolau, cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Desta vez, com a comoção das prisões, o estrago foi acentuado. Faltou autocrítica ao partido.”

O método de escolha do candidato a governador, desta vez, também não funcionou e mostrou os limites dos poderes do ex-presidente Lula em eleger postes.   A rejeição a Padilha, inventado como candidato por Lula depois das vitórias de Dilma para a Presidência e de Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo, foi também uma rejeição ao “dedaço” de Lula. “O candidato importa sim”, diz o cientista político Carlos Pereira, professor da Fundação Getulio Vargas. “Quando virou governo, o PT deu poder demais aos líderes para indicar novos nomes. Errou ao não perceber que isso não funciona sempre.”

Lula dizia que Padilha era o melhor candidato para derrotar o PSDB por causa do perfil semelhante ao de um tucano. Mas muitos petistas dizem que ele jamais empolgou a militância. E que a ministra da Cultura, Marta Suplicy,  muito popular na periferia de São Paulo, preterida em favor de Padilha, não se empenhou na campanha como deveria. Outros apontam o dedo para o prefeito Fernando Haddad, impopular. Os amigos de Padilha dizem que a atuação do governo Dilma na economia ajudou a afastar o empresariado. No jogo de empurra, Lula culpou o partido pelas dificuldades de Padilha. Toda eleição é assim. Nas vitórias, todo mundo quer ser sócio. Nas derrotas, ninguém aparece para embalar Mateus.

Revista Época

sexta-feira, 2 de maio de 2014

LIÇÃO DE CASA: O CALVÁRIO DE TODO PROFESSOR
A lição de casa é uma fonte frequente de tensão entre professores e alunos. Para a maioria dos professores, enviar lição para casa é ao mesmo tempo uma forma de reforçar as habilidades acadêmicas e também uma oportunidade para ensinar as crianças a serem aprendizes mais independentes.

Para muitos alunos, no entanto, dever de casa é um fardo desagradável a ser evitado ou esquecido. Quem já não recebeu a seguinte justificativa ”professor não trouxe a lição de casa porque o meu cachorro comeu, mas eu fiz sim”?


O desafio para o professor é incentivar os alunos a levarem a sério a lição de casa e estimulá-los para que eles cumpram com a entrega das tarefas no prazo estipulado. Lição de casa, obviamente, é da responsabilidade dos alunos, porém, você tem de reforçar essa ideia de várias maneiras, você pode também pedir ajuda aos pais, já que os mesmos também são um recurso fundamental em seus esforços para garantir o cumprimento da lição de casa.

O QUE O PROFESSOR PODE FAZER?
Comunique sua política de lição de casa para os pais - Enviar para casa um aviso explicando aos pais o objetivo da lição de casa, quando e quantas vezes ela será enviada. Informe também quanto tempo você espera que os alunos utilizem para realizá-la, e quais recursos estão disponíveis ou que você fornecerá aos pais caso o aluno encontre dificuldade na realização da tarefa. No bilhete, você também pode oferecer algumas dicas de como os pais podem auxiliar no momento em que for enviada a lição de casa. Por exemplo: se a lição pedir a utilização de jornais ou revistas, procure providenciar com antecedência, se o aluno não conseguir realizar a lição sozinho jamais fazer por ele, etc. 
Mural de Recados para os Pais - Sua Escola pode ter um mural virtual, dentro do próprio site ou blog da escola, onde o professor pode publicar a lição de casa, deixar recados, informar datas de provas, etc., para que os pais possam acessar remotamente. Isso permite que os alunos que faltaram também possam acompanhar o que foi dado na aula, bem como saber qual é a lição de casa a ser realizada e entregue. Outra maneira é o professor enviar esse Mural de Recados por e-mail, assim ninguém poderá alegar que não foi informado. A agenda escolar também é muito útil nesta questão.

A lição de Casa começa no Final da Aula - Isso permite que os alunos possam fazer perguntas sobre a lição de casa e possibilita que o professor identifique, previamente, os problemas de compreensão relativos à  tarefa. Preste atenção especial aos alunos que normalmente postergam a entrega das tarefas, porque isso pode ser um claro indício de que não compreenderam o que era para fazer e assim sendo não conseguem realizar a lição de casa. 

Lição de Casa Incompleta ou não realizada - A lição de casa é utilizada, como já foi dito acima, para reforçar habilidades acadêmicas e ensinar os alunos a trabalharem de forma mais independente. Outra função que também é desenvolvida é a responsabilidade. Assim, ao exigir que a lição de casa que foi entregue incompleta, seja refeita, e a lição de casa que não foi entregue seja realizada. O professor não está punindo o aluno, e sim utilizando estas situações para ministrar o ensino de novos comportamentos. Para esses alunos o professor pode solicitar que no final de semana estas tarefas sejam concluídas. Pode ainda, quando houver tempo ocioso por parte do aluno, durante a aula, o mesmo finalizar a lição de casa que foi entregue incompleta. A mensagem aqui é clara: não fazer a lição de casa não é uma opção que o aluno possa escolher.
Pasta Semanal de Lição de Casa para Alunos Ausentes - Mantenha em sua mesa uma pasta contendo as lições de casa que estão sendo solicitadas durante a semana, assim os alunos que por qualquer motivo, perderam determinação lição de casa poderão ter acesso as mesmas. O professor pode manter também nesta pasta uma folha de controle organizada por data e/ou turma para a lição de casa de cada dia, os alunos então deverão assinar a folha para indicar que receberam a lição do dia em que faltaram por exemplo. Outra medida é digitar ou tirar cópia da lição de casa e no momento da chamada, ao saber que determinado aluno faltou, já colocar o nome dele na folha da lição e guardar na pasta, no dia seguinte é só entregar para o aluno. Estas medidas são muito úteis para os professores aulistas que precisam controlar as lições de várias turmas. 

Assumindo a Responsabilidade - Quando o aluno entregar qualquer lição de casa incompleta ou não trouxer a lição solicitada, o professor exigirá que os mesmos preencham um formulário. Este formulário incluirá as seguintes perguntas:

Ø  Você entendeu a lição de casa?
Ø  Por que você não conseguiu entregar a lição de casa?
Ø  Qual é o seu plano para fazer a lição de casa?
Ø  O que você pode fazer para garantir que isso não ocorra mais?

O simples ato de preencher o formulário já pode ser o suficiente para impedir que os alunos continuem postergando futuras lições de casa. O preenchimento do formulário também é muito útil para mostrar aos pais no dia da Reunião para que os mesmos tenham comprovado todas as lições que o aluno deixou de realizar e principalmente vejam os motivos alegados por eles.

Parceiros de Lição de Casa - Parceiros podem ajudar uns aos outros a certificarem-se de que todas as anotações relativas à lição de casa foram feitas corretamente. Ao designar parceiros de lição de casa, o professor pode permitir inclusive que o os alunos possam realizar as tarefas em conjunto na casa um do outro. 

Adaptar a lição de casa para as necessidades dos Alunos - Se uma tarefa parece extensa demais para um aluno, considere diminuí-la. Por exemplo, você pode solicitar que o aluno faça uma composição de quatro parágrafos em vez de um longo ensaio com cinco páginas. A medida que a confiança e as habilidades dos alunos melhorarem, você pode aumentar a extensão das lições. Se as habilidades de um aluno estão bem abaixo do nível da série, considere uma tarefa com nível de desafio diferente ou adaptado às necessidades dos alunos. Se a motivação, ao invés de capacidade, é um fator na resistência da lição de casa, tente elaborar lições de casa que reflitam os interesses e pontos fortes do aluno. 
O QUE FAZER QUANDO OS PAIS FAZEM A LIÇÃO DE CASA PELO ALUNO?
Nas séries iniciais é muito comum os professores receberem a lição de casa feita por outra pessoa e não pelo aluno. Infelizmente isso ocorre com mais frequência do que imaginamos. O professor que já conhece o nível de produção escrita de cada aluno, logo reconhece quando não foi o aluno que executou as tarefas. Quer seja pela letra, ou até mesmo pelo uso de vocabulário mais rebuscado ou mais culto, o professor consegue encontrar muitas pistas que atestam que não foi o aluno o autor.

Quando a criança é inquirida pelo professor a mesma revela que foi outra pessoa quem realizou as tarefas, o que deixa o professor em uma situação delicada, pois ao chamar os pais para relatar o fato, dependendo de como a conversa é encaminhada a situação pode ficar constrangedora para ambos. Como abordar os pais? Como conscientizá-los de que além desta atitude ser incorreta ainda é contraproducente para o aprendizado do aluno. Afinal no dia da prova mensal ou bimestral os pais não estarão lá e o aluno terá que contar apenas consigo mesmo. Para evitar que esta situação continue ocorrendo, o professor pode adotar o seguinte procedimento:

Orientando o Aluno:
Ø  Chame o aluno e diga que ele não precisa que outra pessoa faça a lição de casa para ele, pois você confia e acredita que ele tem capacidade de fazer sozinho;
Ø  Elogie as produções que ele realiza em sala de aula;
Ø  Diga que se ele encontrar dificuldade com a lição de casa, que traga o que ele não conseguir fazer, pois então você esclarecerá as dúvidas em sala de aula. Depois que as dúvidas forem esclarecidas envie de volta a lição que o aluno trouxe incompleta para que ele a realize na íntegra.

Orientando os Pais:
Ø  Separe algumas tarefas executadas pelo aluno em sala de aula;
Ø  Separe a lição de casa que você sabe que não foi realizada pelo aluno;
Ø  Chame os pais para uma reunião e mostre as tarefas de sala e a lição de casa;
Ø  Informe também que o aluno revelou que foi outra pessoa que fez a lição de casa;
Ø  Informe que a lição de casa é um dos instrumentos que você utiliza para treinar determinadas habilidades acadêmicas do aluno e que serão cobradas nas provas e avaliações mensais.


Aproveite a ocasião para reforçar para os pais quais são os seus procedimentos para lição de casa (correção, periodicidade das lições, tempo estimado para a execução das tarefas, níveis de desafios, volume de lições, etc.). Pergunte aos pais quem fica encarregado de acompanhar o momento da lição de casa, pode ser a empregada, o irmão mais velho, a tia, a sobrinha, etc. e então peça para que esta pessoa seja informada que está proibida de fazer a tarefa do aluno. Forneça também algumas dicas de como os pais poderão orientar a pessoa que ficará encarregada de realizar o acompanhamento e monitoramento das lições de casa do aluno.